Assistência Farmacêutica

Critérios Citológicos de Malignidade

Em relação ao núcleo

Espaços vazios: em decorrência do aumento de conteúdo de cromatina e de seu desarranjo no interior do núcleo, podemos encontrar espaços completamente vazios de cromatina ou até de suco nuclear, sendo uma condição de malignidade. É o mais seguro critério citológico de malignidade. (cromatina aumentada com arranjo irregular, com granulações grosseiras e cordões densos e tortuosos).

Hipercromasia: Coloração escurecida do núcleo em decorrência do aumento do conteúdo de cromatina que acaba por apertar o núcleo em um processo inicial de cariopicnose. É considerada o segundo critério quando acompanhada de pelo menos outros dois critérios.

Espessamento acentuado e irregular da membrana nuclear: real aspecto observado em células malignas.

Halos perinucleares: Halo ou vacúolo nuclear em volta de um ou mais nucléolos. Maior predominância em células de adenocarcinoma.

Figuras aberrantes de mitose: Significam quase sempre sinal de malignidade.

Formações aberrantes na estrutura da cromatina: cordões grosseiros e grânulos irregulares de cromatina. Associado a outros critérios torna-se grande valor.

Grande nucléolo e/ou aumento do número deles: irregular, com, tendência para o arredondado ou ovalado e coloração mais densa que o resto do núcleo.

Irregularidade do contorno nuclear externo: desenhos anormais do núcleo como lobulações, saliências e reentrâncias, formações laterais em botão. É de grande auxílio quando a hipercromasia está presente.

Aumento da relação núcleo/citoplasma: importante quando junto com hipercromasia.

Modificações nucleares degenerativas: vacúolo nuclear, membrana nuclear rota ou reabsorção do núcleo (células fantasmas).

Amoldamento do núcleo: núcleos se apresentando uns contra os outros.

Anisocariose: acentuada diferença de tamanho entre núcleos ou células malignas. Critério de invasão tumoral

Espaços claros: espaços mais claros que o restante do núcleo, deve estar associado a outros critérios.

Forma aberrantes do núcleo: associado a outros critérios, principalmente hipercromasia poderá diagnosticar malignidade.

Cromatina sexual aberrante: corpúsculo de Baar exageradamente grandes e/ou múltiplos em uma célula maligna.

Em relação ao citoplasma

Coloração do citoplasma: tendência cianófila nos estágios iniciais e a coloração eosinófila pode sugerir carcinoma escamoso da cavidade oral.

Presença de vacúolos anormais: grandes e únicos ou pequenos e múltiplos, com contornos nítidos e empurrando o núcleo para a periferia é observado em adenocarcinoma.

Inclusões no citoplasma: inclusões (grânulos, corpos estranhos) no citoplasma de células malignas. Estas possuem atividade fagocitária exaltada.

Queratinização irregular do citoplasma: comumente encontrado em células de tumor invasivo do tipo escamoso

Queratinização exagerada do citoplasma: citoplasma opaco e uniformemente eosinofílico (rosa escuro ou vermelho). Associado a tumor invasivo.

Em relação a toda a célula

Formas celulares aberrantes: oferece reais perigos de interpretação, necessário que a malignidade celular esteja bem definida.

 

Em relação às células ou grupos de células no esfregaço

Anisocariose e, secundariamente, anisocitose: variação no tamanho do núcleo e do citoplasma.

Grupamentos densos de células e núcleos soltos: exibem acentuada hipercromasia.

Irregularidade no padrão celular: alteração ou ausência de uniformidade das células e seus núcleos.

Estratificação acentuada de grupos celulares ou paraqueratose: encontrado em estágios avançados de carcinoma escamoso. Quando associado à hipercromasia nuclear, alongamentos ou outras anormalidades nucleares.

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